quarta-feira, 16 de julho de 2014

SUOR OU LÁGRIMAS?

Todos evoluem desidratando, seja pelo suor do trabalho ou pelas lágrimas do sofrimento.
Chico Xavier

Deus tem um plano para nós. Ele criou todos os Espíritos simples e ignorantes até que eles cheguem, progressivamente, à perfeição. Deus almeja que cada um de seus filhos seja feliz, e essa felicidade tanto mais se alcança quanto mais o Espírito se aperfeiçoa. É uma felicidade que é construída por nós, e não simplesmente que nos é dada sem esforço de nossa parte!

Uma visão espiritualista da vida nos apresenta a felicidade diretamente ligada ao grau de adiantamento moral e intelectual do Espírito. Quanto mais avança, mais ele é feliz, porque, com sua maturidade espiritual, aprendeu a fazer escolhas certas e, portanto, tem a felicidade como resposta às suas escolhas. Por tal razão, Emmanuel afirma que felicidade é devolução, ou seja, é o retorno das opções felizes que cada um foi capaz de realizar.

Há quem pense em solucionar seus problemas sem fazer escolhas diferentes do que tem feito. Não há lógica em tal postura, porque os problemas de hoje são os resultados das escolhas de ontem e, se nós continuarmos com as mesmas opções, teremos sempre os mesmos resultados e continuaremos a chorar incessantemente. Seria sensato, por exemplo, Deus atender às preces de um alcoólatra que sofre de cirrose, curando-lhe o fígado adoentado, se o doente continua bebendo? Toda solução espiritual sempre exigirá um determinado grau de transformação positiva de nossa parte, pois, ao contrário, Deus seria um simples faxineiro encarregado de limpar a sujeira deixada por nossos passos, sem que tamanhos o trabalho de limpar os sapatos.

Para que o plano divido se cumpra (o de nos conduzir à perfeição), Deus estabeleceu a Lei Espiritual da Evolução. Ninguém vive à margem dessa Lei, conforme observou Chico Xavier. Todo Espírito chegará, inevitavelmente, à perfeição e, portanto, à felicidade suprema e permanente, quando alcançar a condição de Espírito puo. Por isso que, no momento, a felicidade ainda não pode ser completa para nós, porque a nossa evolução ainda é incompleta.
Essa progressão do Espírito se dá paulatinamente, não se faz da noite para o dia. Por tal motivo, dentro da planificação divina, temos as vidas sucessivas, para nos aperfeiçoarmos progressivamente. Em cada experiência vivida, aprendemos algumas lições e esbarramos em outras. E voltamos em novas experiências, através das reencarnações sucessivas, para recapitular as lições não aprendidas e avançar em novos aprendizados.

As provas pelas quais passamos em nossa vida, em sua grande maioria, nada mais são do que as velhas lições não assimiladas, à espera de um melhora aproveitamento nosso. É assim que vamos evoluindo, como o aluno que, de degrau em degrau, vai sendo aprovado, até receber o diploma. Por isso, não adianta a revolta e lamentação diante dos testes que a vida nos apresenta.
Imagine um aluno que, desejando ingressar na faculdade, acabe se revoltando contra o vestibular. Essa atitude, em momento algum, lhe trará benefícios! Se ele deseja ser aprovado, precisa estudar, precisa aprimorar seus conhecimentos, e tudo isso quer dizer trabalho que o conduzirá à meta desejada.
Assim é a nossa vida espiritual. Estamos num grande "vestibular" do nosso progresso espiritual.

Assim, de nada adiantam o choro e a revolta com as provas da vida, porque, em cada problema, há um convite disfarçado ao nosso crescimento espiritual. E crescer dá trabalho! Mas não crescer dá sofrimento. O que é melhor?

Embora todos os Espíritos um dia venham a atingir a perfeição, essa marcha pode ser mais longa ou mais curta, mais suave ou mais penosa, dependendo do empenho que o Espírito faz para superar as provas. Diante dos obstáculos que a a vida nos apresenta, o Espírito que mais rapidamente os supera através do trabalho e do autoaperfeiçoamento, consciente de que está se promovendo espiritualmente, mais rapidamente também experimentará a ventura de dias felizes.

Já o Espírito que se revolta diante das provas, que não as aproveita como um trampolim do seu crescimento, optando por conservar-se indiferente, sem qualquer propósito de mudança, mais se distanciará da felicidade e mais envolto em dores permanecerá. O sofrimento funciona como um "abridor de latas" da nossa evolução; quando não nos abrimos voluntariamente ao progresso para o qual Deus está nos chamando através do enfrentamento positivo das nossas provas, o sofrimento nos força a largar a dor pelo trabalho de renovação interior.
É nessas horas que costumamos dizer: " Eu não aguento mais essa situação, eu preciso arrumar um jeito de lidar com meu filho, senão, a coisa vai piorar..."; "Eu preciso aprender a me controlar, senão..."; "Eu preciso ter mais paciência lá em casa, pois, do contrário, alguma coisa ruim ainda vai acontecer..."; "Eu preciso reciclar meus conhecimentos profissionais, senão, a qualquer hora, vou ser despedido..."; "Eu preciso melhor de minha saúde, senão, não sei o que vai me acontecer..."

Disse bem, portanto, Chico Xavier, que todos evoluem, mas a forma de evoluir é que diverge: suor ou lágrimas, a opção é nossa. Por isso, registro aqui meu conselho espiritual do poeta Casimiro de Abreu:

Amigo, desperta e vive
Na Terra, a vida é batalha
Em que o maior vencedor
É aquele que mais trabalha.

Texto extraído do livro SOCORRO E SOLUÇÃO
de José Carlos de Lucca - Editora Interlítera


segunda-feira, 14 de julho de 2014

PRECE DE CÁRITAS - NA VOZ ELIZABETE LACERDA

MENSAGEM

Não é com a inteligência tão-somente que o homem descortinará os horizontes novos da Espiritualidade Superior, embora o edifício respeitável que a Ciência construiu para o bem estar do homem na Terra.

É imprescindível educar o coração, desintegrando os véus densos que lhe obscurecem a visão panorâmica da Eternidade, qual se extraíssemos o diamante do seio escuro e empedrado do solo.

Não é que devamos entronizar o absurdo afirmativo com o dogma religioso, menosprezando a investigação e a pesquisa que convertem a curiosidade em esclarecimento. É que apenas agora atinge a Humanidade os dourados pórticos da mente, identificando-lhes os potenciais infinitos, no campo da vida eterna.

O homem não é um acidente biológico na Criação.
É herdeiro divino do Pai Todo Compassivo e Todo Sábio que lhe confere no mundo a escola ativa de elevação e aprimoramento para a imortalidade.

A hora não pertence simplesmente à energia atômica, como poderíeis supor, com a qual contais erigir novos espetáculos de grandeza planetária; pertence, acima de tudo, à energia mental, sob a inspiração do Cristo, que vos comandará a prosperidade e o arrojo, o desassombro e a audácia, nos domínios da perquirição e do experimento, a fim de que o progresso não se transforme em vossas mãos em louca aventura da inconsciência a da irresponsabilidade.
No coração permanece o santuário da luz.
É de suas fontes cristalinas que se ergue o pensamento construtivo, santificante e renovador.

Por isso mesmo, do sentimento iluminativo sobre o raciocínio calculista, surgirá para vós outros, seres eternos quanto nós que já atravessamos as fronteiras da morte física, uma era nova em que o homem encontrará, efetivamente, o seu irmão no outro homem e em que a Humanidade saudará o amanhã sublime da verdadeira concórdia sob a claridade do Evangelho renascente.

Não menosprezeis o patrimônio intelectual.
Utilizai-o na extensão da riqueza que vos felicita as condições de ação e desenvolvimento do mundo, mas colocai sobre os valores dessa ordem o vosso caráter cristão, porque só pelo sentimento regenerado conseguirá a vida moderna sobrepor-se aos desvarios da experiência menos construtiva da hora que passa, a fim de retomar, tranqüila e triunfante, aposição divina que lhe compete no concerto da Luz Universal.


Extraído do livro ABENÇOA SEMPRE
Psicografado por Francisco Cândido Xavier - Espírito Emmanuel



sexta-feira, 27 de junho de 2014

AGRADECIMENTO

Agradecemos a Fabiane Modas pelo excelente atendimento e desconto na compra dos enxovais dos bebês.
Eles serão destinados às futuras mamães cadastradas aqui na Casa.
Que Jesus os abençoe hoje e sempre!
Assim seja!

INFLUÊNCIA DO BEM

Diz você que os espíritas exageram os temas de caridade, lançando livros, escrevendo crônicas, pronunciando conferências e traçando anotações, em torno da sublime virtude.

“Assistência social não será obra para governo?” – pergunta você com a serenidade de quem se julga exonerado de auxiliar o corpo de bombeiros na liquidação de um incêndio. E acrescenta: “Creio que os desencarnados, a título de benemerência, não deveriam estimular a preguiça e a vagabundagem.”

Não posso dizer que você fala assim por ser um homem nascido de berço manso, com todas as facilidades do pão e da educação, e concordo plenamente com o seu ponto de vista, quanto a esperarmos da ação administrativa solução adequada aos problemas da ignorância e da penúria. Entretanto, que nadador não estenderá braços amigos ao banhista que o mar grosso ameaça com a morte simplesmente porque o guarda esteja ocupado ou distraído no posto de salvamento?

Além disso, a caridade é ingrediente da paz em todos os climas da existência, não apenas aliviando os sofredores ou soerguendo caídos, mas também frustrando crimes e arredando infortúnios.

Certo que a justiça é fundamento do Universo; contudo, o amor é alma da vida.

Quantos enigmas do ódio resolvidos num gesto de brandura? Quantas toneladas de sombras, segregadas no tonel do sofrimento, se escoam pela fresta descerrada por um raio de luz?

Compreendo que você, reencarnado qual se encontra, terá dificuldade para entender os obstáculos que a bondade dissolve em silêncio, mas, deste outro lado da experiência terrestre, somos defrontados, hora a hora, por lições vivas que nos convidam a servir e pensar.

O trabalho e a dor, o aviso e a provação fazem muito em benefício da alma; no entanto, a caridade propicia renovação imediata ao destino.

O Talmude, alinhando lições de sabedoria, conta que dois aprendizes do Rabi Hanina recusavam sistematicamente aceitar avisos e predições de adivinhos, fossem eles quais fossem.

Um dia houve em que, penetrando na floresta, a fim de lenhar, ambos encontraram velho clarividente que viu, em torno deles, vasta coorte de malfeitores desencarnados, desejosos de dar-lhes perseguição e morte.

O mago, para não assustá-los em demasia com as minudências da visão, fitou as estrelas qual se buscasse nos astros as palavras que iria pronunciar e pediu-lhes considerassem os riscos a que se expunham, aconselhando-os urgente regresso a casa. Sombrias vaticínios lhes pesavam na marcha. Mais razoável tornar ao aconchego doméstico, de vez que provavelmente não sairiam vivos da mata.
Riram-se os jovens da advertência, prosseguindo adiante.

Vencido pequeno trecho de estrada, foram defrontados por um velhinho a lhes rogar algum recurso com que pudesse matar a fome.

Os rapazes não traziam consigo outro farnel que não fosse um naco de pão; todavia, não hesitaram dividí-lo com o pedinte que, ali mesmo, suplicou a Deus lhes retribuísse a beneficência.

Os improvisados lenhadores, sem maior atenção para com o incidente, muniram-se dos gravetos de que necessitavam e voltaram ao vilarejo, sem o menor contratempo que lhes tisnasse a alegria.

Certo homem, contudo, que observara a predição e aguardava os resultados, dirigiu-se ao clarividente, indagando com ironia:
- Embusteiro, como explicas teu erro? Os moços retornaram mais felizes que nunca.
O ancião, intrigado, procurou os rapazes e, notando-os libertos dos obsessores que se lhes faziam acompanhantes, solicitou permissão para examinar os fardos que traziam e, desatados os feixes de maravalhas, foi encontrada num deles uma serpente morta, cortada ao meio.
- Vistes? – falou o mago – a morte esteve a pique de arrasar-vos... O golpe, porém, foi removido. Que fizestes para merecer a Divina Misericórdia que vos livrou do desastre fatal?
Um dos interpelados informou que o único episódio de que se lembrava era simplesmente o encontro com um velho esfaimado com quem haviam os dois repartido a merenda.
O advinho mostrou regozijo indisfarçável e falou para o homem que o criticara:
- Tudo agora está claro! Que se pode fazer se a lei de Deus se deixa influenciar por um pedaço de pão?

*

Desculpará você se recorro à página de antigos documentos hebreus para responder à sua carta; entretanto, se o conto simples nos fala dos créditos de um pedaço de pão doado com amor, perante as Leis Divinas, imaginemos o júbilo que reinará entre nós quando soubermos criar a felicidade dos semelhantes, empenhando à fraternidade o coração inteiro.

Extraído do livro "Cartas e Crônicas"
Psicografado por Francisco Cândido Xavier - Ditado pelo espírito Irmão X


MÃEZINHA

Quando o Pai Celestial precisou colocar na Terra as primeiras criancinhas, chegou à conclusão de que devia chamar alguém que soubesse perdoar infinitamente.
De alguém que não enxergasse o mal.
Que quisesse ajudar sem exigir pagamento.
Que se dispusesse a guardar os meninos, com paciência e ternura, junto do coração.
Que tivesse bastante serenidade para repetir incessantemente as pequeninas lições de cada dia.
Que pudesse velar, noites e noites, sem reclamação.
Que cantarolasse, baixinho, para adormecer os bebês que ainda não podem conversar.
Que permanecesse em casa, por amor, amparando os meninos que ainda não podem sair à rua.
Que contasse muitas histórias sobre a vida e sobre o mundo.
Que abraçasse e beijasse as crianças doentes.
Que lhes ensinasse a dar os primeiros passos, garantindo o corpo de pé.
Que os conduzisse à escola, a fim de que aprendessem a ler.
Dizem que nosso Pai do Céu permaneceu muito tempo, examinando, examinando... e, em seguida, chamou a Mulher, deu-lhe o título de Mãezinha e confiou-lhe as crianças.
Por esse motivo, nossa Mãezinha é a representante do Divino Amor no mundo, ensinando-nos a ciência do perdão e do carinho, em todos os instantes de nossa jornada na Terra. 
Se pudermos imitá-la, nos exemplos de bondade e sacrifício que constantemente nos oferece, por certo seremos na vida preciosos auxiliares de Deus.

Extraído do livro Pai Nosso
Psicografado por Francisco Cândido Xavier - Espírito Meimei